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sábado, 15 de maio de 2010

Chapada dos Veadeiros

DIA 4: ALMÉCEGAS, SÃO BENTO, LOQUINHAS

Esse foi o último dia. Mas ainda havia muito para se fazer antes de ir embora. Aproveitamos cada minuto. A maioria do grupo foi embora, estávamos apenas em 6. Nos encontramos com Tião no lugar de sempre e saímos em direção às Cachoeiras Amécegas e São Bento.

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Cachoeira Almécegas - Ficam dentro da Fazenda São Bento, a 8 km de Alto Paraíso. São duas quedas, a primeira delas de grande porte e beleza, é muito procurada por adeptos do rapel.
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Essas duas ficam pertinho de São Jorge, na Fazenda São Bento.
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.                                   Na estrada em direção à trilha das Almécegas

                 
.                                                   Mirante da Almécegas I

                        
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 .                                                          Almécegas II

                         

Cachoeira de São Bento - Um dos pontos mais visitados da Chapada. Possui um ótimo poço para mergulho e natação, onde se costuma promover campeonatos de polo aquático. No local existe uma trilha suspensa de madeira, medindo 2.6 km, dentro da mata ciliar, margeando o Rio dos Couros. É um ótimo passeio para idosos e crianças. Fica a 8 km de Alto Paraíso e possui boa infraestrutura para atendimento aos visitantes.

                           
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Cachoeira São Bento

Loquinhas – Sabe aquela frase: os últimos serão os primeiros? Foi o que aconteceu aqui. Já eram quase 11h, ainda íamos pegar a estrada, mas resolvemos conhecer as Cachoeiras Loquinhas, e foi uma decisão muito acertada: está em nº 1 na minha lista de beleza. Pertinho de Alto Paraíso, mas por uma estradinha de terra muito ruinzinha... Pagamos R$ 10,00 por pessoa e pegamos a trilha. Essa é fácil! O caminho é feito todo de madeira, apenas com alguns degraus a mais do que gostaria. Durante a trilha, diversos poços podem ser vistos e apreciados. Entre eles o que mais gostamos foi o do Xamã e o maior e mais famoso: Poço do Sol. Quando estávamos lá, adivinha o que aconteceu? Chuva à vista. Rápida, grossa, muita... Encharcados como já era costume, voltamos à fazenda. Depois das despedidas e de telefones e e-mails trocados, voltamos pro hotel.

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     Muito lindo, relaxante, e um ótimo banho (gelaaadoo...).
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   Mergulho no Poço do Xamã
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    Poço do Sol. Infelizmente nossas fotos aqui não ficaram boas...

  
   E adivinha? Voltamos debaixo de um toró...
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Já tínhamos passado há muito do tempo do check out, então chegamos e rapidamente juntamos as coisas, comemos um sanduíche e... Pusemos o pé na estrada! De volta pra casa, porque tudo o que é bom dura o tempo exato de deixar saudades e um gostinho de quero mais...

A Chapada é um lugar muito rico de atrações para se conhecer em apenas quatro dias... Pretendemos voltar e desfrutar de mais desse local encantador...

Curiosidades sobre a Chapada
É o lugar do planeta escolhido para sobreviver às transformações do terceiro milênio. Muitos acreditam nisso e se preparam há tempos para uma nova vida. Foi assim que a cidade de Alto Paraíso se tornou um centro de terapias alternativas e seitas. Todo o misticismo é fruto da enorme energia proveniente dos mistérios e das belezas que ali se encontram. Cristais que brotam do chão e cachoeiras de águas cristalinas são os maiores convites para a meditação.

Dentro de seus 65.514 hectares está uma importante amostra do Cerrado brasileiro. Suas cachoeiras, cânions e trilhas são ideais para quem procura por aventuras. Aspectos culturais e históricos Anteriormente à criação do Parque, moradores da região viviam da exploração de cristais e recursos naturais da área.

Em 1990, com o ordenamento da visitação, os garimpeiros receberam treinamento e hoje atuam como Condutores de Visitantes participam da gestão da Unidade através do Conselho Consultivo e da preservação como um todo. Em Junho de 2001, foi criado o Conselho Consultivo da Unidade, reconhecido em 16/12/2001 pela UNESCO como Sítio Patrimônio Mundial Natural.

Chapada dos Veadeiros


DIA 3: PARQUE NACIONAL DA CHAPADA

Encravada no ponto mais alto do Planalto Central, a 1.700 metros de altitude, a chapada é repleta de cachoeiras, piscinas naturais, cânions, riachos e matas de cerrado. Para proteger tanta beleza, foi criado, em 1961, pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, com o nome de Parque Nacional do Tocantins, renomeado como Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros com área 650.000 ha, sendo reduzida varias vezes até 65.514 ha nos dias atuais, o uso público só e permitido em 3% deste total, o restante do Parque é reservado para fins de pesquisa e preservação.



As trilhas abertas a visitação, levam aos clássicos cartões-postais da região, entre eles os Saltos do rio Preto, que formam cascatas de até 120 metros de altura e a maior piscina natural da área, que chega a 300 metros de diâmetro. A entrada principal da reserva fica na vila de São Jorge, a 38 quilômetros de Alto Paraíso. Acesso pela GO-327 (direção Colinas do Sul). Apenas 300 pessoas por dia têm acesso ao parque e é necessário o acompanhamento de guias credenciados.

A reserva é ainda refúgio de animais ameaçados de extinção como o veado campeiro, o cervo do Pantanal, a onça pintada e o lobo-guará, além de abrigar tamanduás, tatus, cobras e espécies variadas de aves, como araras e tucanos.

No nosso dia estava lotado. E nosso grupo estava maior: 20 pessoas! Cada guia só pode entrar no Parque com no máximo 10 pessoas, então paramos em São Jorge para o guia Juciê se juntar à nossa trupe! Muito gente boa também!

Como só é permitida a entrada com Guia, e cada deve preencher um documento com os dados das pessoas que estão levando, demoramos uns 20 minutos entre nos entendermos com a burocracia do local e pegarmos a trilha. Mas tudo bem, nesse caso a burocracia é por uma boa causa: a proteção do Parque!

Tilso e nosso guia Tião

Partindo na trilha em direção às Cachoeiras do Rio Preto 

Como o parque era local de garimpo, até hoje exitem enormes vales e pedras por lá.

A trilha é difícil e longa. São 4,5km de ida e o mesmo de volta, somando 9km no total. Prepare-se para cansar... Mas no fim, cada esforço compensa: os Saltos do Rio Preto, com suas quedas de 120m e 80m são extasiantes. E tomar banho de frente para aquela cachoeira... não há palavras que descrevam.








Rio preto: queda de 120m.

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Depois de uns 15 minutos de banho... Começa a chover. Tentamos nos proteger embaixo de umas pedras, mas passados quase 20 minutos e com a chuva aumentando, resolvemos assim mesmo. E essa decisão nos levou a uma aventura daquelas. Debaixo de uma chuva torrencial, ensopados, eu tremendo de frio, tivemos que subir 4,5km. Apesar de tudo: da chuva, da roupa ensopada, do frio, do cansaço, foi indescritível! Pena que não havia máquina para registrar esse momento, pois estavam todas devidamente enfiadas no fundo das mochilas, na tentativa de serem protegidas. Então já sabe: mês de abril na chapada é convite para tomar banho de chuva!

Quando chegamos ao topo, o tempo melhorou... Felizmente tinha trazido outra muda de roupa e me troquei. Grupo reunido, fomos ao Rancho do Seu Valdomiro comer e beber. Há uma enorme variedade de licores e cachaças que as pessoas podem degustar de graça. Depois é só esperar pelo rango. Nossa, nunca vi tanta comida! Arroz, galinha caipira, linguiça e carne com tempero especial do lugar, paçoca, salada (que foi meio esquecida), mandioca e... a matula. Mistura de diversos ingredientes que fazem dessa espécie de feijão uma coisa sem igual. Nunca comi tanto! E lá não pára, enquanto alguém estiver comendo, eles estão trazendo comida... Pena que Seu Valdomiro estava meio gripado e não veio nos contar suas famosas histórias...

A trupe.

R$ 20,00 por pessoa e com galinha caipira R$ 25,00. Vale cada centavinho.

A famosa e deliciosa Matula

De “bucho cheio” como diz o cearense, voltamos pra casa... pra cama. Nesse dia não saímos, o cansaço não deixou, ficamos hibernando na cama.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Chapada dos Veadeiros

DIA 2: VALE DA LUA E RAIZAMA


A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás, que abrange cinco municipios: Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, São João D'aliança e Teresina, com área total de 15.267 km2 e uma população de 32.731 habitantes, ou seja, com uma densidade demográfica de 2,14 hab./km2. Abriga o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO. Por ser uma das áreas de maior biodiversidade existentes no país, a região também recebeu o título de Reserva da Biosfera Goyaz. Está distante cerca de 220km ao norte de Brasília e 420km de Goiânia.Hoje acordamos cedo, pois o horário combinado era 8h. Chegamos no CAT e pra nossa surpresa, havia muita gente... umas 16 pessoas no grupo. Após uma pequena parada para um lanche, saímos em direção ao Vale da Lua, que fica a uns 30km de Alto Paraíso, entre asfalto e estrada de terra.
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O astral místico e as incontáveis belezas naturais da Chapada dos Veadeiros fazem de Alto Paraíso de Goiás um ponto de encontro de diversas tribos. Por lá, reúnem-se esotéricos, ecoturistas e aventureiros em perfeita harmonia - também, pudera! Em um cenário contornado por cânions gigantescos, paredões rochosos, rios cristalinos, cachoeiras, piscinas naturais e minas de quartzo, somente a paz pode reinar.



Tava friiioo nessa manhã!


Parada no Mirante Morro do Buracão para ver o Jardim de Maytrea. Assim como o Morro da Baleia, é um lugar valorizado pelos místicos, que afirmam existir no local um campo de força magnética. Um dos lugares mais fotografados da Chapada, revela campos de flores, veredas e buritizais emoldurados por um horizonte recortado de montanhas. Fica a 20 km de Alto paraíso, na estrada que vai para São Jorge. 

Jardim de Maytrea


Após alguns quilômetros em uma estrada de terra (em estado razoável) chegamos. Com os ingressos comprados (R$ 5,00 por pessoa), saímos pela trilha de uns 660m. A trilha em si já é um passeio: com a chapada ao redor, tem um visual deslumbrante.
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O Vale da Lua é um conjunto de formações rochosas cavadas nas pedras pelas corredeiras de águas transparentes do rio São Miguel. Está fora do Parque Nacional, na Serra da Boa Vista. Na época de chuvas, se torna muito perigoso devido às repentinas trombas d'água. O nome Vale da Lua vem da aparência que lembraria uma paisagem lunar, com pequenas crateras escavadas pelo atrito da areia levada pela água com as rochas, nas curvas onde as corredeiras são mais fortes, dando origem a pequenos rodamoinhos e funis. Está localizado a 11 km de São Jorge pela rodovia GO-239, entrando-se por uma estrada de terra do lado oposto ao Parque Nacional.

Ficamos encantados com o lugar. Cada formação, côncavo que se formava despertava atração. Queríamos registrar tudo. É incrível!











Mais trilhas, dessa vez mais difícil, com passagens íngremes, escorregadias, mas nada que um cuidado redobrado não resolva. Paramos em dois locais para banho e nos cânions. Vale cada escorregão e cada respiração mais ofegante! Quando estávamos na última parada começou a chover, então o grupo se dividiu, e nós entramos para aquele que veio embora antes. A trilha de volta, com subidas, pode ser bem cansativa, então se prepare!



                        


Apesar de exaustos, aceitamos o convite de ir às termas. E ainda bem que aceitamos! Aquelas águas quentinhas e límpidas nos relaxaram e fecharam o dia com chave de ouro!


Umas 4h e pouco da tarde, e com apenas dois salgadinhos e água no estômago, estávamos cansados e famintos. Não sabíamos que seria tão puxado o dia, então uma dica é ir sempre preparado com lanches, muitos lanches, pois o passeio pode durar o dia inteiro. Fomos a São Jorge comer no Restaurante da Nenzinha. Comida boa e barata.



Voltamos para Alto Paraíso com o sol se pondo, o que nos reservou mais um momento de deslumbramento. Ao som de U2 chegamos ao hotel.




Dormir, dormir, dormir... era tudo o que queria fazer, mas não poderíamos desperdiçar uma viagem tão maravilhosa num quarto de hotel (que diga-se de passagem não era dos melhores). Reunimos forças (eu reuni porque o empolgado do Rodrigo já estava de pé!) e saímos. Fomos novamente ao restaurante “Pizzaria 2000”. Depois de algumas cervejas, pizza e música boa, fomos dormir pois... Amanhã tem mais!

  
Thank You